
Um espetáculo. Um show de bola. Um jogaço! A vitória mineira por 3 a 1 na partida de ida válida pela semifinal da Copa Libertadores, entre Cruzeiro e Grêmio, foi uma final antecipada. Foi um embate entre o jogo tático e muito eficiente de Paulo Autuori contra o futebol-arte de Adílson. O melhor jogo, sem dúvidas, desta edição do torneio continental.
Paulo Autuori foi para Belo Horizonte procurando um resultado razoável para poder reverter na partida de volta. Armou seu time em um 4-4-2 parcialmente defensivo. Sabendo da ausência de Gérson Magrão pela esquerda celeste, sabia que este setor não serio muito efetivado no ataque, mas muito eficaz na defesa, com o garoto Henrique na marcação. Colocou Thiego, zagueiro improvisado na lateral direita. Na esquerda, manteve o modesto Fábio Santos (que vive excelente fase), consciente da deficiência defensiva de Jonathan. Ou seja, o tricolor gaúcho, mesmo com três zagueiros, tinha o intuito de ir para cima, surpreender a Raposa. E surpreendeu no início. Desperdiçou chances claras de gol, que custaram o resultado, mas sufocou o Cruzeiro em pleno Mineirão.
Já Adilson armou sua equipe pra frente, com liberdade para atacar, principalmente pela direita, com Jonathan. O time não sentiu falta de Ramires. Fabinho substituiu, e muito bem, o garoto prodígio de Dunga, deixando até o seu golzinho em sua estréia pelo torneio sul-americano. Wágner infernizava os volantes bem postados tricolores. Marquinhos Paraná confundia a marcação quando saia da lateral esquerda. Com um belo nó tático, Adilson prevaleceu. O futebol-arte prevaleceu mais uma vez.
Fiquei impressionado com a facilidade de chegar ao ataque de ambas equipes, sem necessidade de chutões desesperados ao ataque, procurando a ligação direta. Isso ocorre devido à grande habilidade do meio-de-campo de ambos os times. Os passes ocorrem com fluência, há impressionante entrosamento nas esquadras. Os gaúchos, com Tcheco e Souza, os mineiros com Wágner e Marquinhos Paraná. Creio que um desses times irá levar a Libertadores, devido à qualidade do meio.
"Quem não faz, toma"- disse Souza, no intervalo. Por pecar em finalizações, o Grêmio não obteve a vantagem. O Cruzeiro, oportunista, fez o gol. A Raposa conseguiu este amplo resultado devido ao aproveitamento de tentos à gol.
Com tempo se esgotando na segunda etapa, e um placar de 3 a 0, a tensão se elevava enquanto o caldeirão fervia. O jogo foi ganhando ainda mais emoção. A arquibancada tremia, os berros vindos de gargantas empolgadas ecoavam em todo Mineirão. Todo coração celeste vibrava, os 120.000 olhos alagados de emoção, a esperança de alcançar o Olimpo do futebol sul-americano era agora uma realidade se aproximando. Mas aí veio o balde de água fria. Em uma cobrança de falta brilhante de Souza, o Grêmio achou o gol necessário para reacender a chama dos guerreiros gaúchos.
O Cruzeiro abriu uma bela vantagem. Foi mais eficaz em suas idas ao ataque e não desperdiçou. Com esses importantes gols, a equipe mineira se aproxima da final, mas nada está definido. Jogar no Olímpico, contra o Tricolor Gaúcho, é algo imprevisível. Aguardamos ansiosos o combate entre as duas maiores forças do futebol brasileiro na semana que vem, onde o alçapão gremista vai explodir!
P.S.: Aposto no Grêmio, pelo futebol consistente e a raça que vem apresentando. Lá no Olímpico raramente leva gols e espero a melhor partida do ano.
P.S.2: Como é mau-caráter esse Maxi López que, alem de cometer um ato de racismo vergonhoso, ainda tem a cara-de-pau de dizer que não sabe o que é macaco! Mas esses argentinos viu...
caralho hein vidi, tah top
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