Aquela pessoa que você nunca esquece, que é um modelo de vida chama-se herói. Existem aqueles heróis pra uma noite- como Mineiro, volante são-paulino que marcou o gol da vitória no Mundial de 2005. Aqueles que marcam um momento de sua vida, mas desaparecem com o tempo - Rogério Ceni, por todas suas conquistas e pela carreira exemplar. Existe também o herói para a vida inteira. É o que você mais ama, mas você apenas descobre após um tempo. Esse é meu avô, Ivo Nascimento, que me ensinou a amar o futebol e preenche minhas tardes de domingo com discussões vívidas desse esporte contagiante.
Ele, corinthiano roxo. Eu, tricolor dos mais fanáticos. Meu avô sempre amou os heróis verdadeiros, que tinham amor à camisa e amor pela arte dos pés. Eu cresci ouvindo histórias de figuras maravilhosas do passado - Coutinho, Pepe, Pelé, Ademir de Guia, Rivellino, "o reizinho do parque", Bauer, Gilmar, Canhoteiro, Pedro Rocha, entre outros - e sinto que não existem personagens assim nos dias de hoje. Ele é obrigado a escutar Cléber Machado e Galvão dizerem que Dentinho, Keirrison, Valdívia, Hernanes e Breno são craques. Bons jogadores, sim, mas para chegarem aos pés de Zico, Sócrates, Raí e cia. precisam provar muito mais.
Respeito, cabeça erguida e confiança. Acima do futebol, a vida de meu avô foi formada por estas virtudes. Ele me ensinou que o respeito é a porta das oportunidades. É essencial para chegar em algum lugar na vida. Através de duras derrotas, como o 3-0 francês na copa de 98 ou o 3-1 Fluminense na Libertadores, ele me ensinou a passar por cima dessas, dos momentos complicados na vida, a ser raçudo como meu maior ídolo, Lugano. Ser um guerreiro persistente no seu campo da vida, não desistir nunca e, sempre, ao final do dia, estar com a cabeça erguida e focado no seu objetivo. Os "gols" vêm com confiança. A segurança que contagia todos, o pensamento positivo que abala aqueles a sua volta. A confiança que dita o ritmo do seu "time", que faz você alcançar seu objetivo- viver intensamente e com felicidade. Com estes três fatores, você se tornará um campeão nato. O seu campeonato será moleza. Não abandone tais virtudes.
"Tome a frente do atacante", diria o beque mais querido que conheço. Ganhe o duelo. Não deixe ele virar e bater; vá para cima, desarme e faça o seu jogo. Não deixe que um problema te segure, te impeda de viver. Não dependa dos outros. Estruture a sua vida e mesmo se estiver difícil, não desista. Um dia chegará lá.
Esse é o amor incondicional que tenho pelo homem de andar lento e cauteloso, de sorriso torto e tímido. Seus olhos melancólicos do passado do ballet futebolístico me fazem cair nas graças dessa arte. Agradeço todo dia por amar este esporte maravilhoso e devo tudo isto ao meu herói- que sempre esteve lá, ou quis estar- vovô "pé-de-valsa" Ivo. Um eficiente e seguro zagueiro. Imagino que tinha um gingado bom em campo. Ele descreve esse sentimento cravado em nossos corações como futebol; já eu, penso no futebol como minha vida, graças ao artista da bola, Ivo Nascimento. "Alguns heróis passam pela sua vida e desaparecem rápido, você esquece. Mas os heróis verdadeiros acompanham-no durante a longa caminhada". Vô, eu nunca me esquecerei de você. Eu te amo, meu herói.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
O duelo de deuses

De acordo com a mitologia grega, Titãs são gigantes, filhos de Urano e Gaia, de prodigiosa força, tamanho, coragem, infuência, etc. De acordo com o deus futebolístico, Chelsea, Arsenal, Real Madrid, Milan, Juventus, Internacionale de Milão são Titãs. Agora, o que foi visto no dia 27 de Maio de 2009, no Estádio Olímpico de Roma, foi um duelo maior do que qualquer Titã existente. Foi uma batalha entre os guerreiros mais respeitados e almejados do planeta, do universo. Foi um embate entre as duas maiores potências do futebol atualmente, entre duas equipes de habilidade, tática e técnica invejável. Foi um espetáculo. O jogo pela final da Champions League 2008-2009 entre Barcelona e Manchester United ficará marcado para sempre na história.
De um lado, o campeão Mundial de 2008, bicampeão Inglês, campeão da Liga dos Campeões do ano anterior, esquadra com melhor jogador do mundo eleito pela FIFA em 2008. Do outro, o campeão Espanhol de 2009, campeão da Copa Del Rey 2009. Enfim, era um duelo do time a ser batido e do time que demonstrava a melhor forma de jogar. O futebol tático até então infalível contra o futebol-arte. Um encontro entre os mais mortais boleiros do planeta. A batalha mais encantadora que já vi.
O jogo prometia ser o ataque eficiente, entrosado, rápido e prático do Barça contra a defesa intransponível dos Red Devils. Alex Ferguson escalou seus titulares sem Tevez ou Berbatov, o que indicaria que Cristiano Ronaldo e Rooney iriam comandar os contra-golpes, iriam jogar na retranca. Guardiola, com seu time desfalcado de Rafa Márques e Daniel Alves impr
ovisou sua linha defensiva com Puyol pela direita, Touré e Piqué dcomo beques e Sylvinho pela esquerda. Montou um 4-4-2 com quatro "zagueiros". Do meio pra frente, seria o futebol mágico visto centenas de vezes anteriormente nesta temporada.Nos primeiros 10 minutos, só deu os Reds, ou melhor, só Cristiano Ronaldo. O time azul-grená parecia um gigante adormecido. Percebendo o sufoco, o treinador de l'equip blaugrana inverteu Messi e Eto'o e desestruturou a equipe adversária. Este nó tático fez a melhor defesa do planeta simplesmente desmoronar. Ferguson não teve o que fazer ao assistir Eto'o cortar Vidic e marcar, de bico, o primeiro gol na primeira finalização da esquadra catalã. Assim, o Manchester caiu. O golpe foi tão forte, que não conseguiu mais voltar a ter o futebol ameaçador das duas temporadas anteriores. A equipe ficou abatida, parecia perder a esperança, enquanto a confiança dos espanhóis só aumentava e contagiava os 62.467 torcedores presentes no Estádio Olímpico de Roma. Com a atitude de um gigante vencedor e raçudo, o Barça liquidou o Manchester. Messi acabou com as últimas esperanças inglesas. Este, além de ter sido genial, foi decisivo. O melhor da outra esquadra se encolheu, sumiu e fracassou.
Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. Um português insuportável, fominha mas extremamente bom de bola contra o mágico argentino, raçudo, habilidoso e humilde. Dois artistas que prometiam um espetáculo à parte. O primeiro, abriu o show para Messi. Jogou 10 minutos e de lá em diante deixou por conta do mais lúcido jogador do ano. O histórico dos dois, de "pipocar" em decisões foi confirmado por Cristano. Sumiu, quis decidir sozinho, quis ser a estrela. Mas esqueceu que, "uma andorinha não faz verão". O show promovido no dia 27 precisava mais do que só o mágico, precisava de assistentes eficientes, era necessário companheirismo. Companheirismo demonstrado durante 90 minutos pelos catalães.
Messi alcançou o Olimpo do futebol. É certamente o maioral, o mais brilhante, o melhor. Mas este posto não foi alcançado individualmente, e ele sabe disto. Seu time o levou a este ponto, principalmente Xavi e Iniesta. Estes comandam o meio de campo do Barça, sabem marcar, sair jogando e decidir. A melhor dupla de volantes-meias do universo. Se o Barcelona levou este título, foi devido à estes dois esplêndidos artistas da bola. O time chegou a final graças a Iniesta, com um "canudo" certeiro no ângulo de Petr Cech. Xavi cruzou para o segundo gol, de Messi, na final. São o porto-seguro deste time. Messi chegará ao topo do mundo graças a estes dois.
O Barça tem a melhor temporada de sua história. Derrubou o maior gigante
que já enfrentou. Mostrou que é o melhor e com méritos. Pep Guardiola chega ao topo da Europa e se junta a um seleto grupo de campeões da Liga como técnico e jogador. O futebol-arte prevaleceu. Dá gosto de assistir este batalhão em campo. É uma sensação única. Além da vitória do Barcelona, é a vitória do jogo ofensivo, sem táticas "à la Muricy", retranqueiras, onde o melhor ataque é a defesa. Esta vitória é uma oportunidade para mudar de vez o futebol mundial e voltarmos a ter belas jogadas e ganhar jogando bonito. Este triunfo me traz esperanças de um futebol mais brasileiro, mais gingado, mais criativo do que nos últimos anos. Tomara que outros times sigam o enorme, monumental Barça e jogue de forma ofensiva e criativa. O time catalão foi mais que um titã, foi maior do que qualquer um possa imaginar, foi um Deus.P.S.: Se der a lógica, atropelará todos no Mundial de Clubes FIFA, em Dubai, no fim do ano. Mas como o futebol não é lógico, ainda há esperança para Palmeirenses, São-Paulinos, Gremistas e Cruzeirenses.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Instruções para torcer

Comece por escolher um time, mas saiba que, após escolhê-lo, não poderá deixá-lo, não poderá "virar a casaca". Antes de começar, aprenda a se apegar ao time de escolha, a amá-lo, a ser viciado nele. Construa uma relação onde você nunca irá abandoná-lo, será um fiel escudeiro e jamais esquecerá da importância dele (Se quer um conselho, não se apaixone pelo vencedor, pois torcer é muito mais do que vitórias). Após ter atingido esta fase, sofra, chore, dê risada, fique rouco de tanto berrar, ore por ele. Não se preocupe com o sofrimento das derrotas, pois a euforia das vitórias superará a dor.
Domingo à tarde, vá ao sofá com uma bebida e comida de sua escolha, tire as mulheres da sala, monte seu santuário supersticioso e procure relaxar (a última etapa será impossível, pois a ansiedade ante do jogo é incontrolável). Vista o manto, vá ao banheiro antes do início, e sente-se na posição mais confortável que encontrar (será bem difícil, considerando o nervosismo que te domina).
Durante a batalha, xingue, grite, sinta-se aliviado quando seu goleiro fizer uma defesa espetacular, tenha raiva quando seu atacante "isolar" a bola na cara do gol, roa suas unhas, descabele-se, reze mas nunca desista e mantenha sempre seus padrões supersticiosos (mesmo levando de 4 a 0 aos 42 do segundo tempo).
Após o jogo, em caso de vitória, dirija-se à janela, sem conter a excitação, e xingue seu vizinho rival. Sinta-se no topo do mundo, berre, extravase. Vá a cozinha pegar uma cerveja, e saboreie-a como nunca fez antes. Beije a esposa e comemore ainda mais. Porém, no caso de derrota, ignore a todos (evite principalmente as mulheres que não entendem sua paixão pelo futebol), desligue ferozmente a televisão, e dirija-se ao quarto. Tranque-o, soque a porta e afunde a cabeça no travesseiro. Permaneça lá por tempo suficiente para se sentir em controle novamente. Após esta fase dolorosa, mas inevitável, ligue seu computador, entre em todos os sites esportivos, e leia as críticas do jogo. Enlouqueça, pois dirão que não foi culpa do árbitro, mas sim do seu time, que não jogou nada. Comunique-se com o mundo novamente apenas depois de pelo menos 4 horas após o fim do jogo (se não for a decisão de campeonato. Neste caso, hiberne feito um urso). Fale novamente com a esposa, namorada...mas NUNCA deixe-a comentar sobre o jogo! Esta fase é crucial, pois ela simplesmente não entende o teu sofrimento (e nada sobre o futebol), então siga este passo como nenhum outro.
Após o jogo, em caso de vitória, dirija-se à janela, sem conter a excitação, e xingue seu vizinho rival. Sinta-se no topo do mundo, berre, extravase. Vá a cozinha pegar uma cerveja, e saboreie-a como nunca fez antes. Beije a esposa e comemore ainda mais. Porém, no caso de derrota, ignore a todos (evite principalmente as mulheres que não entendem sua paixão pelo futebol), desligue ferozmente a televisão, e dirija-se ao quarto. Tranque-o, soque a porta e afunde a cabeça no travesseiro. Permaneça lá por tempo suficiente para se sentir em controle novamente. Após esta fase dolorosa, mas inevitável, ligue seu computador, entre em todos os sites esportivos, e leia as críticas do jogo. Enlouqueça, pois dirão que não foi culpa do árbitro, mas sim do seu time, que não jogou nada. Comunique-se com o mundo novamente apenas depois de pelo menos 4 horas após o fim do jogo (se não for a decisão de campeonato. Neste caso, hiberne feito um urso). Fale novamente com a esposa, namorada...mas NUNCA deixe-a comentar sobre o jogo! Esta fase é crucial, pois ela simplesmente não entende o teu sofrimento (e nada sobre o futebol), então siga este passo como nenhum outro.
Repita estes passos todos os dias da sua vida. Como seu time dentro de campo, demonstre raça, nunca desista. Torça com amor infinito, com a garra de Lugano, vibre. Dê a alma por ele, eleve-o ao Olimpo do seu coração, tenha ele como prioridade número 1. Seja o seu time, respire o seu time, viva o seu time, viva o futebol.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
David e Golias

La Bombonera vibrando, alçapão lotado, bandeiras e foguetes pra todo lado, papéis picados e higiênicos cobrem o tapete verde. Uma cena de disparar corações, mexer com a alma, arrepiar e pior de tudo: rotineira na vida do Boca. É assustador enfrentar o Boca Juniors no caldeirão mais fervente do planeta.E quem diria, que o gigante, o monumental, o líder das américas Boca Juniors iria ser eliminado pelo modesto Defensor, do Uruguai. Um evento que jamais será esquecido e eternamente agradecido pelo campeão da Taça Libertadores deste ano(provavelmente um brasileiro, considerando que a única ameaça era o sólido esquadrão Bocanero).
Noventa e poucos minutos de muito sofrimento, de muita garra, uma verdadeira batalha. Os guerreiros entraram no campo de cabeça erguida, confiantes na vitória. Já o outro time veio fazer jus ao nome: defender-se. Nos primeiros minutos, parece dar a lógica - Boca Juniors vai pra cima, encolhendo seu adversário. A torcida, cresce com o time, impulsiona a esquadra, dá alma à estes soldados. Em poucas oportunidades, os uruguaios achavam uma brecha e atacavam, com toques rápidos e lançamentos precisos - maior característica dos mandantes. Os argentinos eram incansáveis, mas suas armas não conseguiram destruir a muralha Martin Silva. Este sim, foi herói, foi gigante, foi maior que nunca, maior que a pressão da Bombonera.
Com um contra-golpe rápido pelo flanco esquerdo, onde o ótimo Morel Rodriguez defendia, o Defensor encontrou o que queria. Diego de Souza (uruguaio de extrema habilidade, de dotes brasileiros) recebeu na entrada da pequena área, limpou o zagueiro e disparou um golpe certeiro que estufou as redes do arco. Tiro que atingiu todos 49.000 presentes. Um choque tão forte, que se não fosse o gigantesco Boca Juniors, iria nocauteá-lo.
Mas os artistas argentinos não desistiram. No melhor estilo Boca Juniors, atacando com Palacio e Riquelme, Palermo e Morel; o jogo voltou ao padrão do início - o Boca chegando e o Defensor fazendo o que podia, com defesas milagrosas do iluminado Martin Silva. Assim foi até o apito final, o que decretou o fim de uma temporada à ser esquecida pelo magistral Boca Juniors.
Aonde o enorme argentino errou? Não errou, não pecou em nada, mas não era dia de Golias, mas sim de David. Derrubou o mandante com apenas um golpe certeiro nos 90 minutos que certamente foram um dos mais emocionantes que já assisti. Um show de futebol, demonstrado com amor à camisa, garra, vontade e habilidade, realmente uma partida de encher os olhos. O pequeno guerreiro esfriou o mais quente dos caldeirões, calou uma nação, nocauteou o azul e amarelo mais famoso do mundo. Este é o esporte que eu amo, onde nada é decidido, onde tudo pode acontecer, o palco de improbabilidades e impossibilidades, este é o futebol.
Finalmente o samba nativo!

Dunga convocou os 23 jogadores hoje para os jogos das eliminatórias e da Copa das Confederações. Além dos que já tem cadeira cativa nessa seleção que ainda não encheu meus olhos, convocou (finalmente) jogadores que jogam no Brasil - Victor, melhor goleiro em atividade no país; André Santos, que já merecia faz algum tempo ser lembrado; Ramires, desbancou Ronaldinho, é extremamente eficiente; e Nilmar, que, em apenas uma questão de tempo, irá se tornar em um grande craque.
Pela primeira vez na Era Dunga, achei uma convocação plausível. Vou finalmente ficar ansioso para jogos da seleção como do grande São Paulo, e quero ver os BRASILEIROS em campo. Estes ainda tem o estilo muleque e sangue do bom jogo brasileiro, que não vejo há tempos na seleção. Dar a chance a jogadores nativos era uma atitude que já devia ter acontecido, pois todas as esquadras Européias que atravessam boa fase convocam jogadores que atuam no país de origem.
Como nada é perfeito, o treinador insiste em convocar Elano e Gilberto Silva. Bons jogadores, sim, mas não demonstram ritmo de seleção já faz tempo. Elano é reserva e nulo em seu time, Manchester City. Já Gilberto já passou, sua fase foi há 7 anos atrás, não joga nem na Europa (Ocidental, onde o bom futebo está) mais. Não adianta gastar saliva discutindo os dois, pois estarão, certamente, na Copa do Mundo de 2010...
Apesar de tudo, vejo uma mudança na amarelinha. Esta chance para os brasileiros, além de Kleber que já havia sido convocado antes, me enche de esperança de ver um time com garra, dando o sangue pela camisa, acabando com a festa que foi em Wessel em 2006. Com certeza, estes convocados vão mostrar serviço pois ainda não têm lugar garantido nessa equipe. Espero que, finalmente, esta seleção deixe de jogar o jogo burocrático e retruncado e passe a ousar mais, a demonstrar o bom e velho futebol brasileiro novamente. Sei que estou exagerando, e que apenas 1 andorinha(ou 4 nesse caso) nao faz verão, mas é uma possibilidade de mudança, pro bem. Como torcedor fanático, estas convocações me trazem esperança, que estes grandes jogadores representem nosso país e que abra as portas para outros artistas nativos.
P.S.: Faltou, na minha opinião, Miranda, que vem demonstrando grande futebol. Ele iria no lugar de Juan, que não demonstrou um bom futebol nesta temporada, devido às inúmeras contusões.
Assinar:
Comentários (Atom)